Em um balcão parcialmente ocupado, o locutor no auge de sua argumentação sobre a futilidade do amor presente nas dramaturgias das novelas da Globo, grita exaltado sobre o que as atrizes realmente são:
– Elas são umas PROSTITUTAS!
Nesse momento uma criança começa a chorar, bom, foi o que me disseram, pois nesse instante estava preocupado demais, me concentrando para segurar minha gargalhada. Essa cena é real e ocorreu sexta passada, em uma comemoração de bodas de prata, dentro de uma igreja – não importa qual.
O sermão de evento foi marcado de máximas, extremamente engraçadas, apesar de sérias, que resumem bem o significado da moral cristã. Máximas que fizeram-me sentir na idade média, máximas que “prostituem” todo o esclarecimento que nossa era possui, ou melhor, o esclarecimento que possuo. Tudo resumiu-se ao ataque contra o desejo e o sexo. Condenou-se as mulheres belas e provocantes. Condenou-se o desejo ao sexo oposto. Condenou-se o sexo sem o matrimonio, ou melhor, ao sexo com desejo, sendo casado ou não. Enfim, tudo o que foi dito mostra o quão anti-natural a moral cristã é: uma moral que condena tudo o que nos faz humanos, o que nos faz feliz, o que faz que a nossa espécie perpetua-se – afinal, estariámos aqui sem o desejo? (O que somos sem o desejo e paixões? Essa é uma pergunta que tratarei em outro post) Porém, independentemente da forma excraxada que o sermão foi feito, em qualquer igreja, em qualquer ramo do cristianismo, esse tipo do moral será pregada, a moral anti-natural.
No final das contas o sermão foi bom por alguns motivos. O primeiro foi o fato de assistir alguém que resume de forma claríssima a moral cristã sem se esconder atras de discursos “bonitinhos”. No final, é tudo a mesma coisa. E segundo, e melhor, é que definitivamente nunca mais na minha vida eu vou entrar em uma igreja, independetemente do motivo. Isso para mim é um grande alívio. Alias, irei em mais uma, porém será a última da minha vida. “Graças a Deus” !
Para finalizar o post, mais uma máxima. Entenda como quiser:
A mulher é a privada e o homem a sua descarga.
6 respostas Até agora ↓
john // Dezembro 10, 2008 às 2:09 pm |
que isso cara… que moral q é essa?
acho q estão te enganando e isso é foda.
não quero te converter mas preciso te falar q essa não é a moral do cristo. Um cara que fala de amor o proximo ia acusar o outro xingar e num sei mais o q? A igreja catolica foi prostituida por mto tempo e hj a coitada só faz passar vergonha.
Procure conhecer melhor o q é a moral cristã de verdade para poder criticar e tal. Atribuir a ela características que ela não possui é buscar motivos para denegrir a imagem real com uma imagem montada. E acho que nem é culpa sua isso e sim da maioria das igrejas catolicas e protestantes.
Bem, já escrevi demais. Conheça o que Jesus pregava, ele foi o cara. Os bostão que vieram depois que só falaram merda.
inté
angelogalvao // Dezembro 10, 2008 às 2:42 pm |
[Alterei meu comentário]
Não disse exatamente que essa é a moral do “Cristo” e sim a moral cristã, que é a base de toda a moral do cristianismo, independemente do segmento da religião cristã. A moral existe, apesar que a grande maioria (não todos) a ignora, ainda bem. Ainda afirmei que ela é anti-natural. Ser anti-natural não significa somente ser contra o desejo e ao sexo, mas diversas outras coisas, como a imposição do “dever”, por exemplo.
Mas tanto a moral de cristo e outras manifestações da moral anti natural serão discutidas depois, porem, para mostrar que até mesmo na Moral de Cristo, existe a condenação ao desejo e sexualidade, veja o que um tal Senhor disse: “Se teu olho te escandaliza, arranca-o fora”
john // Dezembro 11, 2008 às 1:42 pm |
é… um tal senhor disse aos seus discipulos “Falo por parabolas por que a vcs é dado conhecer a verdade e aos outros não. Cada um ao seu tempo.”.
Quem tiver ouvidos de ouvir, ouça.
Abraços
angelogalvao // Dezembro 11, 2008 às 2:14 pm |
Como o fato de ser uma parábola, ou não, tira a validade do argumento? A frase foi uma condenação a sexualidade, sendo uma uma parábola, ou não.
Vejo essa frase com uma válvula de escape que nos impede a pensar e confiar na nossa capacidade de julgamento. Como se a verdade estive-se só nos ensinamentos de Jesus e, quem a contesta a está negando. Ou melhor, quem contesta não está entendendo realmente a verdade e que um dia talvez saberá, numa espera eterna para o entendimento da vida.
Nahhh, isso nao funciona comigo! Se ele falou besteira, vai continuar sendo besteira, independemente de ser parabola, independemente de ser falada por Deus.
angelogalvao // Dezembro 11, 2008 às 2:22 pm |
Esse frase me fez pensar. Qual a razão de Deus usar parabolas para explicar a “verdade”? Deus poderia usar métodos mais eficazes, inteligentes e uteis, como o metodo cientifico e empirico. Ahhh, esqueci, isso surgiu bem depois dele mandar seu “filho/ele mesmo” para cá! Deus é um fanfarrão mesmo!
john // Dezembro 11, 2008 às 4:31 pm |
huahuahuahua… Pede pra sair!
Deus não é uma pessoa factivel de erro como nós. se vc, acha q o q vc acha q é melhor para todos deve ser enfiado guela a baixo é uma coisa, mas percebo q Jesus queria q as pessoas tivessem méritos em suas escolhas. Jesus não é Deus. Tenho um colega que me disse que comumente as pessoas gostam de falar q Deus não existe e chamá-lo de Lei. rs
Volto ao começo vc está contestando algo q não é verdade. Hora nenhuma Jesus proibe e condena. Entenda melhor o que ele disse, entenda de verdade, e depois conteste. Falar que algo não funciona só pq não conhece é mto fácil.
afinal uma verdade é sempre verdade, independente do tempo. Se achar uma brecha no que foi dito é pq realmente não é verdade.
inté